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Alckmin diz que Brasil não sairá da mesa de negociação sobre tarifaço dos EUA

Brasil reabre negociação do tarifaço com representante de Comércio dos EUA O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta segunda-feira (31), durante o Mac...

Alckmin diz que Brasil não sairá da mesa de negociação sobre tarifaço dos EUA
Alckmin diz que Brasil não sairá da mesa de negociação sobre tarifaço dos EUA (Foto: Reprodução)

Brasil reabre negociação do tarifaço com representante de Comércio dos EUA O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta segunda-feira (31), durante o Macro Day, evento promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo, que o Brasil não deixará a mesa de negociação com os Estados Unidos para tentar reverter o tarifaço imposto a produtos brasileiros. Segundo ele, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é manter o diálogo aberto com Washington e discutir tanto questões tarifárias quanto não tarifárias. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A declaração foi feita horas antes da videoconferência entre representantes dos dois países para discutir as tarifas impostas sobre produtos brasileiros. O encontro foi agendado após a conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump e contará, pelo lado brasileiro, com os ministros Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Mauro Vieira (Relações Exteriores), além de assessores da Presidência. "Nós não vamos sair da mesa de negociação. Essa é a orientação do presidente Lula." Alckmin afirmou que o governo está disposto a colocar todos os assuntos na mesa para buscar um acordo que reduza o tarifaço imposto pelos EUA. Entre os temas que podem ser discutidos está o projeto Redata, que prevê incentivos para a instalação de data centers no Brasil e é de interesse dos EUA. Segundo Alckmin, a proposta deve ser aprovada pelo Congresso Nacional ainda nesta semana e pode atrair até R$ 1 trilhão em investimentos, aproveitando a oferta de energia renovável do país. O vice-presidente acrescentou que o governo também trabalha para aprovar o projeto que regulamenta o setor de minerais críticos. "Não tem tema proibido. Todos os temas tarifários e não tarifários podem e devem ser colocados. Nós temos tudo para ir para um ganha-ganha", declarou. O vice-presidente destacou que, embora a China seja o maior parceiro comercial do Brasil, os EUA continuam sendo o principal destino das exportações brasileiras de produtos manufaturados e o maior investidor estrangeiro no país, com cerca de 4 mil empresas instaladas em território nacional. Alckmin voltou a classificar como "injusta" a decisão dos EUA de elevar tarifas sobre produtos brasileiros. 🔎 Segundo ele, os produtos americanos pagam, em média, 3,1% de imposto de importação para entrar no Brasil, enquanto 76% das mercadorias exportadas pelos EUA ao mercado brasileiro entram com tarifa zero. O vice-presidente também ressaltou que os EUA acumulam superávit comercial na relação com o Brasil. No mês de julho, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,1 bilhões, alta de 1% em relação ao mesmo mês de 2025, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No período, as exportações para os EUA caíram 5%, de US$ 3,8 bilhões para US$ 3,6 bilhões. Entretanto, o governo afirmou que ainda não é possível atribuir o recuo ao tarifaço de 25% imposto pelos EUA, já que a medida passou a valer apenas em 29 de julho. Os EUA impuseram duas novas tarifas sobre produtos brasileiros: uma de 25%, sob a alegação de que o Brasil adota práticas consideradas desleais em áreas como PIX, etanol e propriedade intelectual; e outra de 12,5%, por supostas falhas no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Em resposta, o governo brasileiro acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC), argumentando que as medidas são discriminatórias e violam regras do comércio internacional. Geraldo Alckmin, vice-presidente da República Cadu Gomes/VPR

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