Planalto redesenha estratégia após derrota de Jorge Messias no Senado e aposta em reação política com discurso antissistema
Senado impõe derrota inédita ao Palácio do Planalto e rejeita indicação de Jorge Messias para vaga no Supremo Tribunal Federal Jornal Nacional/ Reproduçã...
Senado impõe derrota inédita ao Palácio do Planalto e rejeita indicação de Jorge Messias para vaga no Supremo Tribunal Federal Jornal Nacional/ Reprodução O Governo Federal entrou em “modo guerra” após a rejeição de Jorge Messias no Senado e passou a desenhar uma reação política com forte carga de enfrentamento. O advogado-geral da União indicado pelo Presidente da República foi derrotado para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo fontes de integrantes do governo, a leitura interna é de que a derrota extrapolou o campo legislativo e resultou de uma articulação política ampla — com protagonismo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e apoio de setores da oposição e de parte do STF , como Alexandre de Moraes. A rejeição foi histórica: é a primeira vez em mais de um século que o Senado barra um indicado ao Supremo. Nos bastidores, o tom já escalou. Um interlocutor do governo resumiu o clima interno com uma metáfora: “Alcolumbre invadiu o Iraque achando que estava invadindo a Venezuela” — indicando que a reação será desproporcional e com consequências políticas. Vídeos em alta no g1 A estratégia em discussão é transformar a derrota em ativo político. A ideia é embalar um discurso antissistema, sustentando que o governo foi derrotado por um bloco que reúne Congresso e Judiciário — o argumento, repetido por aliados, é o de que houve ação “com Supremo, com tudo”. A leitura encontra eco em parte das análises: a derrota foi construída por uma articulação que uniu Davi Alcolumbre, oposição liderada por Flávio Bolsonaro e resistências internas ao nome dentro do próprio sistema político e judicial. 'Golpe comandado por Alcolumbre', diz vice-líder do governo sobre derrubada de veto ao PL da Dosimetria Aliados de Lula querem que presidente defenda mandato de ministros no STF Próximos passos Sobre o futuro de Jorge Messias, o governo decidiu adiar qualquer definição. A decisão final será tomada apenas após a viagem de Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos. Apesar disso, uma sinalização já é dada como certa no entorno presidencial: Messias permanece no governo. E pode migrar para o Ministério da Justiça, como revelado pelo blog.